7 de mai. de 2012

Encontro do Século - CAP. 151



No capítulo anterior
Motta pergunta a Pedro o que pretende fazer
Pedro diz que não vai fazer nada, porque Motta é protegido de D. João
Com relação a Beija, pede um tempo para pensar
D. João revela a Pedro a chegada de sua noiva da Europa
Beija planeja contar a Pedro que está grávida
Pedro comunica a Beija que vai se casar com Leopoldina

CAP. 151

BEIJA: Eu ouvi bem, foi isso que disse? Vai se casar com outra mulher?
PEDRO: Entenda, Beija, não é por vontade minha, mas sim, por imposição de meu pai.
BEIJA (chorando): Mas e nós? Vivemos uma linda história de amor... E agora de uma hora pra outra tudo isso acaba?
PEDRO: Infelizmente meu pai assinou um documento se comprometendo com o Imperador da Áustria. É uma coisa que não pode ser desfeita.
BEIJA: Mas, os seus sentimentos não são levados em consideração? E a sua vontade, isso não conta?
PEDRO: Não, Beija, não conta. Meu pai bateu o pé. E tem de ser assim. É um acordo entre dois países, não pode ser desfeito, nem mudado. Eu sinto muito...
BEIJA: Você não pode me deixar aqui assim... Eu o amo, Pedro! Por isso que nunca fizemos planos... Sempre tão superficial, não é, Pedro? É porque já tinha a intenção de me abandonar...
PEDRO: Não seja injusta comigo, Beija. Isso nunca me passou pela cabeça. Não pense que não estou sofrendo. Deus é minha testemunha o quanto relutei contra isso. Não tinha planos de me casar tão jovem, mas se assim o fosse, queria que fosse contigo. Mas agora não há outra solução.
BEIJA: Meu Deus! Como podem obrigar duas pessoas que nem se conhecem a se casarem?
PEDRO: Peço que me perdoe. Não queria que sofresse, afinal de contas meu amor por você é puro e verdadeiro. Mas saiba que sempre poderá contar comigo. Melhor eu ir agora. Adeus.

Beija senta e chora amargamente. Severina a ampara.

Horas mais tarde...

SEVERINA: A Sinhá nem falou nada da gravidez?
BEIJA: Como? Ele chegou e já foi despejando a notícia sobre mim... Nem se tivesse dado tempo não teria falado...
SEVERINA: Porque, Sinhá?
BEIJA: Se contasse, ficaria parecendo que era um golpe para forçá-lo a ficar do meu lado. E pelo que entendi, nem isso adiantaria... Pedro falou de um acordo entre países, coisa complicada de se resolver...
SEVERINA: E agora, como a Sinhá vai fazer com essa criança, sem pai?
BEIJA: Vou criá-la, sozinha mesma. Não preciso de homem ao meu lado para criar um filho. Sou muito mulher para ser pai e mãe ao mesmo tempo.

Nos jardins do palácio...

PEDRO: Estou com o coração amarrotado. Pela primeira vez amei alguém de verdade. Achava que seria pra sempre...
CHALAÇA: Foi melhor assim, Pedro. Seu relacionamento com Beija não teria futuro. D. João nunca permitiria sua união...
PEDRO: Mesmo que não fosse uma união oficial, mas ficar a seu lado me bastaria. Quando a gente ama, o que se quer é ficar junto... Mas agora, do jeito que tudo terminou, Beija jamais me perdoará...

De volta à Rua do Ouvidor... A escrava se dirige à sala.

SEVERINA: Dona Beija mandou me chamar?
BEIJA: Sim, chamei. Diga a Moisés que procure o Chalaça e o mande ir à Chácara Cedro amanhã à noite. Quero dar uma lição naquele cretino da qual jamais se esquecerá!

Continua amanhã...

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